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CARTA PASTORAL DE PÁSCOA - 2009


Queridos Irmãos em Cristo:


Quando nos reunimos nesta semana tão especial, que possivelmente com razão foi chamada a Semana Maior, preparamo-nos para viver intensamente uns quantos dias de profunda espiritualidade. Aos quais, a Igreja, convida-nos a participar desde época imemorial.

Mas possivelmente deveríamos nos perguntar se viver espiritualmente em intensidade e profundamente em nosso interior, está sujeito a uma semana de Calendário. Às vezes em março, outras vezes em abril. E depois desta semana, que culmina com a Páscoa, Como  encaramos nossa vida interior?

Esta semana, enfrentamos a grande problemática da vida e a morte. É o centro mesmo do Mistério Pascal. A Ressurreição dentre os mortos é a doutrina ensinada pela Igreja Cristã há séculos, a grande promessa da Vida Eterna.

A Igreja Católica Liberal, sempre dentro do mais amplo respeito pela consciência individual e pela liberdade de pensar, expõe-nos doutrinariamente a maravilha da morte e da Ressurreição.

Todos os símbolos rituais que acompanham aos Ritos especiais desta semana nos levam a meditar nesta grande encruzilhada, a vida e a morte, a Ressurreição dentre os mortos, das trevas à luz.

Se começarmos a pensar no grande simbolismo que vivemos no domingo passado, Domingo do Ramos, onde o triunfo sobre o terrestre é o centro do símbolo. As Palmas votivas são nossa esperança de oferecimento de nossas vidas a Ele, que é Nosso Senhor e também em outro nível Nosso Mestre, mas também Nosso Ser Interno, aquela consciência mais profunda em nosso coração, a verdadeira Consciência Crística, que os budistas chamam a Consciência Búdhica. Quando nos entregam simbolicamente as Palmas, recebemo-las em honra do Senhor.

Logo na quinta-feira, comemoramos a Grande Dádiva do Senhor no Sacramento da Eucaristia, mas pela tarde todo e silêncio, quietude, as luzes se amortecem, a luz do santuário se extingue, e a Vida se retira da forma. Que maravilha para meditar no grande ensino, de no Vazio Reina Ele reina! Diz um antigo Hino Místico:

“...E ainda na cruz, sussurrarei
 Eu soube...”

O que sabemos, que pensamos no instante supremo do abandono?

Uma das mais extraordinárias idéias apresentadas pela Igreja Católica Liberal, como um humilde contribuição ao mundo cristão, é que o homem é uma resultante de uma larga cadeia de vidas que seguem desde mineral ao homem, e do homem a  Deus.

No maravilhoso simbolismo do Apocalipse um dos vinte e quatro Anciões ao redor do Trono, mostrado a São João em sua visão, diz-lhe:

“...Esses que vêem vir vêm da grande tribulação...”

O que é a tribulação? É o estado de  consciência da humanidade atual ou a de um ser humano em particular?

O estado da Tribulação pode ser interpretado como a causa da ignorância, aquela que nos faz equivocar o caminho e nos responsabilizar dos efeitos que nossa tribulação nos produz. Quando, logo depois de uma larga série de erros e acertos, volta a cair, tomar consciência das experiências do viver diário, então o Ser humano se precavê da Tribulação da ignorância que é sinônimo da escuridão da ignorância. E esta é a verdadeira morte. Não a morte do corpo, a não ser o desaparecimento do “eu-separado”. Portanto, morrer para o “eu” é a morte Mística, o verdadeiro Gólgota, o mais profundo sentido místico da Sexta-feira Santa.

No Gradual especial de Páscoa, que terminamos de cantar, dizemos:

“...Cristo, nossa páscoa, se sacrifica por nós...”

Como Cristo pode sacrificar-se por nós? Este é o verdadeiro sentido profundo da Redenção!

Quando Cristo, o Cristo Místico, nasce no coração do homem, é a verdadeira Ressurreição.

Continua dizendo o Gradual:

“...Pois já que em Adão todos morrem, em Cristo, serão todos vivificados!”

O que é simbolicamente Adão?  Possivelmente, a humanidade pretérita, o homem primitivo, as primeiras Raças, e também o estado-humano. Pelo contrário, Cristo, o Grande Vivificador, é sinônimo de liberdade. Mas não de liberdade externa, não liberdade de movimentos. Se não aquela liberdade interna, que  nos faz verdadeiramente livres, aquela que nos leve da “Grande Tribulação” a “limpar as Vestimentas no sangue do Cordeiro”, ou seja, no símbolo Apocalíptico, podemo-lo ver como a Ressurreição da Vida.

Certamente, quando todos estejamos lendo esta Mensagem Pascal, estaremos vendo o Círio aceso, que representa a Luz de Cristo, como um ato transcendente e imanente.

Sua luz é nossa, que essa luz brilhe em nosso interior.

É na Páscoa onde o homem encontra a verdadeira esperança de um futuro de Glória, desde sempre ensinada por grandes Instrutores Espirituais e redeclarada por Nosso Senhor.

Na Ressurreição está o mais sincero, o mais importante  de nós mesmos. Porque Deus (o próprio Logos) foi crucificado na matéria para nossa glória de existência Divina, por afastados que estejamos do Caminho que conduza a esta realidade Suprema que é Deus, por tortuosa que seja nossa atual vida, a Ressurreição é pois a promessa de Vida sobre a morte da ignorância.

O Mistério da Tumba e do Sepulcro, como símbolo externo da ignorância humana, iluminam-se, quando a luz de Cristo (a Sabedoria de Deus) ilumina a alma e esta ressurge na Glória  Eterna de Deus, unindo-a  ao Homem Eterno. Tal é o símbolo da Páscoa.

Que esse Cristo de Ressurreição brilhe em nós nestas Páscoa.

Envio a todos minhas mais sinceras saudações de Páscoa e a Bênção de Nosso Senhor Cristo.

Páscoa de 2009

+miguel batet

ass-miguel

MIGUEL ANGEL BATET

- BISPO REGIONÁRIO DA PROVÍNCIA ARGENTINA

- BISPO COMISSÁRIO DA PROVÍNCIA DO BRASIL



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